«Somos a encarnação local de um Cosmos que toma consciência de si-próprio. Começamos a contemplar as nossas origens: pó de estrelas meditando acerca das estrelas; ajuntamentos organizados de dez mil biliões de biliões de átomos analisando a evolução do átomo; descobrindo a longa caminhada que, pelo menos para nós, levou ao aparecimento da consciência. Devemos a nossa lealdade às espécies e ao nosso planeta. Somos nós que nos responsabilizamos pela Terra. Devemos a nossa obrigação de sobreviver não a nós próprios, mas ao Cosmos, vasto e antigo, de onde despontámos.»

E o que entendemos por “Cosmos”?
Segundo o Dicionário Enciclopédico de Língua Portuguesa (“Publicações Alfa” 1982) Cosmos significa o «Conjunto de todas as coisas existentes. Este conjunto considerado como um todo ordenado, em oposição ao caos.»
E o que podemos entender por “caos”?
Consultando o mesmo dicionário podemos ler que caos é a «mistura geral dos elementos antes da sua separação e arrumação para a formação do Universo. Confusão, balbúrdia, mistura desordenada; desarrumação.»
Para Carl Sagan, Cosmos é simplesmente «tudo o que existe, existiu ou existirá» onde a sua «(…) mais insignificante contemplação emociona-nos.» e, neste sentido, o próprio caos faz parte do Cosmos.
Na atitude mais simples, com o Cosmos de Carl Sagan, sentimo-nos parte do Universo. Se pretendermos fazer um bolo juntamos os ingredientes, farinha, ovos, leite, açúcar, etc., mas, se pretendermos fazer um bolo desde o início precisamos primeiro inventar o Universo; precisamos recuar mais ou menos 15 mil milhões de anos até esse momento a que chamamos Big Bang.
