quarta-feira, 25 de março de 2009

Poesia em Festa


Poemas de Camilo Pessanha e António Gedeão
pela ASSOCIAÇÃO DOS ANTIGOS ESTUDANTES DE COIMBRA NO PORTO


Dramatização de poemas de Jacques Prévert
por Alunos do 7ºE

25 Março de 2009 – 12 horas

Auditório da Escola Secundária de S. Pedro da Cova

EXPOSIÇÃO Camilo Pessanha: um poeta ao longe

18 a 25 de Março de 2009

Átrio da Escola Secundária de S. Pedro da Cova


EVV

terça-feira, 10 de março de 2009

Exposição Fotográfica

MULHERES MINEIRAS DE S. PEDRO DA COVA

Com base na obra de Maria Lamas, As mulheres do meu país, a Biblioteca da Escola Secundária de S. Pedro da Cova e a Junta de Freguesia promovem uma mostra fotográfica inspirada na recolha efectuada por aquela autora na primeira metade do século XX, nas Minas de S. Pedro da Cova. Maria Lamas percorreu o país de Norte a Sul, incluindo Açores e Madeira. Deslocou-se às mais remotas aldeias, entrevistou e fotografou as mulheres, os seus trajes, os seus rostos marcados pelas agruras de um trabalho pesado e parcas condições de vida.


Nestas fotos que retiram do silêncio as vozes de Maria Tagarela e outras trabalhadoras das Minas de Carvão de S. Pedro da Cova, as mulheres britam o carvão, transportam-no à cabeça e empurram enormes e pesadas vagonetas, como se vê na magnífica fotografia que se segue e que pode ser apreciada, entre muitas outras, até 13 de Março, no átrio da nossa escola.

EVV

quinta-feira, 5 de março de 2009

Máscaras do Mundo


Está a decorrer na Biblioteca uma exposição de máscaras representativas de diferentes culturas e povos . Organizada pela Associação de Apoio ao Deficiente de Gondomar e pelo 3º Ano do Curso Profissional de Animador Sócio-Cultural da Escola Secundária de S. Pedro da Cova, evoca as tradicionais máscaras venezianas e africanas, sem esquecer as máscaras do teatro grego antigo e do teatro Nô japonês e as menos conhecidas máscaras do Sri Lanka, dos índios Iroquois, do nordeste dos Estados Unidos, as das tribos da Papua Nova Guiné ou as dos indígenas brasileiros.


Tem sido um enorme sucesso, com a Biblioteca constantemente cheia de público entusiasta, desde alunos, professores e funcionários da Escola Secundária de S. Pedro da Cova, mas também curiosos sem qualquer ligação à comunidade escolar mas que se interessam por esta forma de cultura com raízes ancestrais e que conjuga crenças diversas. Ainda estão a tempo de visitá-la.



EVV

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Hoje na Biblioteca

Viajamos com



O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá,

de Jorge Amado,

a história de um amor impossível

entre

um gato rezingão

e

uma andorinha espevitada.

Os convidados de honra serão os alunos do 8ºB.


EVV

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Tertúlias na Biblioteca II

É já hoje ao final da tarde, pelas 18h30, a segunda sessão das Leituras Multidisciplinares - Tertúlias na Biblioteca, desta vez com a apresentação d'Os Maias, de Eça de Queiroz. O professor Sérgio Teixeira partilhará connosco as suas impressões da leitura deste clássico da literatura portuguesa oitocentista, que tem fascinado gerações de leitores desde a sua primeira publicação, em 1888.

(Capa da primeira edição d'Os Maias,
publicada no Porto em 1888, em 2 volumes,
um de 458 e outro de 532 páginas,
pela Livraria Internacional de Ernesto Chardron)

EVV

P.S.: A Porto Editora disponibiliza uma edição online d'Os Maias, na sua bilbioteca digital. Para quem ainda não leu, aqui fica.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Declaração de Amor a Maria do Rosário Pedreira, no dia de S. Valentim de 2009
[14-02-2009] valter hugo mãe


Não tenho outro modo de começar um texto abordando, ainda que brevemente, a poesia de Maria do Rosário Pedreira sem dizer de imediato que a amo, à Maria do Rosário e à sua poesia, inequivocamente. Por mais inusitada que seja uma apresentação assim, é a mais pura verdade, e a verdade tem tudo de científico, como é bom de entender.Cientificamente, posso agora explicar que quando o meu ex-sócio numa aventura editorial me disse que tínhamos visita marcada à casa desta poeta, eu glorifiquei o dia em que o conheci porque andava com o volume A casa e o cheiro dos livros atravessado no coração há muito e não havia maneira de o tirar ou fazer com que me queimasse menos. A Margaret Atwood diz que querermos conhecer um autor porque se gosta de ler os seus livros é como querer conhecer um pato porque se gosta de foi gras. Mas eu, que adoro a Margaret Atwood, acho que este exagero é um pessimismo com o qual não devemos corroborar. Fui a casa de Maria do Rosário Pedreira com pezinhos de nuvem, tímido, sorrindo como os meninos perante docinhos coloridos e, sem saber o que dizer, pus-me a ouvir para me impregnar da mirabolante oportunidade de estar ali. O meu ex-sócio fez o blá blá blá dele, que era mais para negócios do que para outra coisa, e eu queria apenas que aquela senhora percebesse que a minha vida depois dos livros dela adquirira para sempre uma cotação muito maior na bolsa da alma. A partir desse dia, lentamente mas com segurança, a Maria do Rosário Pedreira completou para mim os seus poemas com a amizade que a Magaret Atwood, maravilhosa e errada, não soube prever. mais


CS

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Não tenhas medo do amor




Maria do Rosário Pedreira estará no próximo sábado, 14 de Fevereiro, pelas 16h30, na Biblioteca Municipal de Gondomar.



Que tal aproveitar a tarde do Dia de São Valentim para ouvir poemas como este?



Não tenhas medo do amor. Pousa a tua mão
devagar sobre o peito da terra e sente respirar
no seu seio os nomes das coisas que ali estão a
crescer: o linho e genciana; as ervilhas-de-cheiro
e as campainhas azuis; a menta perfumada para
as infusões do verão e a teia de raízes de um
pequeno loureiro que se organiza como uma rede
de veias na confusão de um corpo. A vida nunca

foi só Inverno, nunca foi só bruma e desamparo.
Se bem que chova ainda, não te importes: pousa a
tua mão devagar sobre o teu peito e ouve o clamor
da tempestade que faz ruir os muros: explode no
teu coração um amor-perfeito, será doce o seu
pólen na corola de um beijo, não tenhas medo,
hão-de pedir-to quando chegar a primavera.

Maria do Rosário Pedreira

Nenhum Nome Depois (2005), Gótica, p. 11

[Elsa Vaz Vieira]